O Serviço de Segurança e Medicina do Trabalho da UFAL (Sesmet) está desenvolvendo no Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes um levantamento da situação vacinal dos trabalhadores. O projeto foi posto em prática em setembro do ano passado, mas está encontrando dificuldade em relação à cooperação, para ser concluído.
Segundo a enfermeira do trabalho, Maria Zélia de Araújo Lessa, dos formulários encaminhados até agora, poucos foram devolvidos. Inicialmente, foram escolhidos três setores para começar o levantamento, que consiste em identificar as pessoas que já foram vacinadas contra hepatite B e tétano e se houve reação positiva. Segundo a médica responsável, Dra. Silvana Maria Ramos Lages, a medida facilita os procedimentos a serem tomados no caso de um acidente de trabalho, já que saberiam de antemão se o acidentado teria risco de pegar as doenças, perigo comum em hospitais.
Porém , dos 56 pedidos remetidos à UTI Neo-natal, só oito foram respondidos; da CME foram devolvidos 16 dos 31 enviados; e da UTI Geral não houve retorno. Essa opção por solicitar gradualmente a situação vacinal dos funcionários do HUPAA se deve ao fato de uma tentativa semelhante já ter sido empreendida em 2000, sem sucesso, pelo mesmo motivo. Por isso, além de dar prioridade aos setores que apresentam mais risco, agora a solicitação é enviada ao chefe de cada local, com um documento explicando o pedido e um relatório para casa pessoa, com seus nomes já escritos. Depois, basta responder se foi ou não vacinado contra hepatite B e tétano, e se já fez a sorologia para identificar se funcionou. Com o resultado em mãos, a Medicina do Trabalho pode pedir aos não vacinados e não confirmados que tomem as medidas necessárias.
Após os três setores iniciais, o Sesmet deve dar continuidade à pesquisa com o Banco de Sangue e o Laboratório, previsto para o próximo mês. A meta é conseguir a situação vacinal de todo o HUPAA durante o período de um ano, se todos colaborarem de bom grado. A medida preventiva faz parte das atribuições menos conhecidas do Sesmet, que atende todos os funcionários da UFAL. Apesar de ser freqüentemente confundida com “insalubridade”, a Medicina do Trabalho é mais abrangente no que diz respeito à saúde desses servidores.
Como especialidade médica, ela também trata de acidentes de trabalho, retorno de profissionais afastados (como uma gestante) à rotina de sua função, melhoria da qualidade das condições do ambiente de trabalho, visando a prevenção de possíveis danos à saúde, além de servir ao curso de medicina como fonte de conhecimento. Segundo a Dra. Silvana Lages, cumprir eficazmente com as atribuições implica em mudar para um espaço mais visível e amplo, já que a sala atual fica em um corredor pouco acessível. Apesar de dar prioridade para os setores que lidam com mais perigos, como o Cacon, os motoristas e o laboratório, qualquer funcionário pode procurar a sala da Medicina do Trabalho para atendimento. Essa triagem em relação a uma atenção mais apurada precisa ser feita pela dificuldade em atender a todos com pouca gente.











